quarta-feira, 18 de novembro de 2009

AGREGADOR DE NOTÍCIAS

Iremos tentar agregar notícias.....Toda a informação será dada ao leitor.

Dassault Rafale


A Dassault começou a trabalhar no demonstrador de tecnologia Rafale A em março de 1984 e seu roll-out aconteceu em 14 de dezembro 1985. Era um monoposto muito elegante, com canards e asas em delta, equipado com dois turbofan. O demonstrador realizou seu primeiro vôo em 4 de julho de 1986 e seu potencial foi tão impressionante que o Ministério da Defesa da França fez um pedido em abril 1988.

A primeira encomenda de série previa três versões do Rafale: o monoposto Rafale C (por Chasseur, Caça) para o AdA (Força Aérea); o biposto Rafale B (por Biposto) para o AdA; e o monoposto Rafale M (por Marine Naval) para a Aeronavale. Embora não fosse especificado no início, a Aeronavale também decidiu, mais tarde, obter um biposto Rafale BM.

O protótipo C01 do Rafale C realizou seu primeiro vôo em maio de 1991. Embora dois protótipos do Rafale C tenham sido planejados, o segundo foi considerado redundante, mas dois protótipos, os M01 e M02, foram construídos para o Rafale M. O M01 voou pela primeira vez em dezembro de 1991 e o M02 o seguiu em novembro de 1993.

A aeronave
O Rafale C caracteriza-se por ter mudanças destinadas a reduzir sua assinatura de radar (RCS), tais como contornos melhorados da fuselagem, uso de material absorvente de ondas de radar (RAM) e um canopy dourado. De fato, durante um tempo, no início dos anos 1990, a Dassault anunciou o modelo como Rafale D, com o “D” significando “Discreet”.

Na aeronave também se destaca o uso mais amplo de materiais compostos que no Rafale A, o que reduziu tanto a RCS quanto o peso da aeronave. Ele é relativamente pequeno para um caça biposto, com um peso vazio que ultrapassa em cerca de 1 360 kg o do monomotor Lockheed Martin F-16C e um peso máximo de decolagem aproximadamente 4 535 kg maior.

O Rafale é impulsionado por dois turbofan Snecma M88-2, com empuxo unitário de 50 kN (11 240 lbf) sem pós-combustão e 75 kN (16 860 lbf) com pós-combustão, equipados com sistema de gerenciamento total dos controles do motor (Fadec). As entradas de ar dos motores são fixas.

O Rafale se caracteriza por suas asas baixas de enflechamento composto e os canards totalmente móveis montados logo atrás do cockpit. As asas têm elevons em toda a envergadura e slats nos bordos de ataque. Há também um freio aerodinâmico em cada lado da fuselagem, antes da cauda. É aerodinamicamente instável e está equipado com comandos fly-by-wire (comandos elétricos) para poder manter um vôo estável. Tem um ótimo desempenho em pistas curtas, porém, um pára-quedas de frenagem está alojado abaixo da deriva.

O avião possui trem de pouso triciclo. A perna dianteira tem duas rodas e se recolhe para atrás, enquanto as pernas principais estão equipadas com uma roda cada fechando sob as asas. O Rafale foi projetado para ser confiável e de fácil manutenção sob as austeras condições do campo. Está equipado com um canhão de 30 mm GIAT 791B, montado no duto do motor direito. Com uma cadência de disparo de 2 500 tiros por minuto, pode transportar 125 projéteis.

Os mísseis
Para o armamento externo, o Rafale possui 14 pontos duros, incluindo os dois trilhos de ponta de asa para os mísseis ar-ar (AAM) destinados ao combate aéreo a curta distância ou para os geradores de fumaça usados nos shows aéreos; três suportes sob cada asa; pontos dianteiros e traseiros para AAM em cada lado da fuselagem e suportes dianteiro e traseiro sob a linha central. A capacidade de carga externa total é de 9 500 kg.

Dentre os AAM que o Rafale pode transportar, destacam-se o míssil buscador de calor Matra/BAE Dynamics Magic e o Matra/BAE Dynamics Missile d’Interception, de Combat d’Autodefense (MICA/míssil para a interceptação, combate e autodefesa). É um míssil extremamente ágil, de relativamente longo alcance, e vem em duas versões, incluindo o MICA IR, um buscador de calor e o MICA EM (Eletromagnética), que tem um buscador ativo de radar.

O MICA IR tem capacidade “launch before lock”, ou seja, que pode ser lançado antes de “travar” no alvo, permitindo seguir alvos distantes sem dar aviso de sua aproximação por meio de um sinal de radar. O MICA EM tem capacidade “disparar e esquecer”. Em missões de defesa aérea, o avião pode carregar até 10 MICA.

O Rafale também poderá transportar o míssil de longo alcance Meteor BVRAAM (míssil ar-ar além do alcance visual) da Matra/BAE Dynamics. Enquanto outros aviões podem carregar bombas e pods de foguetes não guiados, a tendência atual é pela munição inteligente.

A aeronave tem capacidade para transportar bombas guiadas por laser Paveway, de fabricação norte-americana, utilizando o pod de localização de alvos Thales Damocles pode ser equipada com os mísseis de cruzeiro Matra/BAE Dynamics Apache e Scalp. Ambos os mísseis são parecidos externamente, porém, o Apache transporta uma carga de submunição, enquanto o Scalp carrega uma única ogiva de penetração.

Os Rafale franceses poderão levar, também, o pod de reconhecimento digital Reco NG (Reconnaisance Nouvelle Generation ou reconhecimento de nova geração), o qual pode conter sensores eletroópticos para dia ou noite. O ponto duro traseiro central do Rafale e os dois internos de cada asa são “molhados”, ou seja, podem ser utilizados para transportar tanques de combustível. Cada um dos cinco pontos pode carregar tanques de 1 150 litros.

Os pilotos do Rafale utilizam assentos ejetáveis Martin-Baker Mk 16F do tipo “zero-zero” (zero altitude e zero velocidade), inclinados a 29º a fim de aumentar a tolerância do piloto às forças G, sob um canopy que abre para a direita. Um sistema Obogs (geração de oxigênio a bordo) está instalado para eliminar a necessidade de transportar tanques de oxigênio. O piloto controla a aeronave com um pequeno manche lateral instalado no lado direito e uma manete no lado esquerdo, estando ambos equipados com controles do tipo HOTAS (mãos na manete e no manche).

O avião tem um “glass cockpit” e uma completa suíte de aviônica de combate. O “glass cockpit” é surpreendentemente austero e, provavelmente, representaria um choque para um piloto dos dias dos relógios e indicadores analógicos. Inclui um HUD (hud-up display ou visor frontal) holográfico e grande angular, para mostrar a maioria das informações importantes, utilizando uma sofisticada simbologia, além de duas grandes MFD (telas planas multifuncionais) com os comandos nas telas.

O Rafale B é muito parecido ao Rafale C, exceto, evidentemente, pelos dois assentos em tandem. O cockpit é coberto por um canopy inteiriço que abre para a direita. Ele tem um peso vazio de aproximadamente 350 kg mais que o Rafale C e menos capacidade interna de combustível.

Matéria de Tiago Dupim - Santiago Oliver

sexta-feira, 20 de março de 2009

Japão ainda quer comprar F-22 raptor



Ministério da defesa do Japão diz que ainda tem esperanças em obter informações sobre o caça americano

O Ministério da Defesa Japonês desmentiu notícias da imprensa daquele país dizendo que o governo planejaria não avaliar mais o caça de superioridade de quinta geração F-22 Raptor como parte do seu programa FX para adquirir um novo vetor para a sua Japan Air Self-Defense Force (JASDF).
A mídia japonesa divulgou que fontes do governo de Tóquio revelaram que o país iria abandonar os planos de avaliação da aeronave por não ter acesso a tecnologias empregadas e dados de performance além de pressões internas dos americanos para não autorizar a exportação.

Um porta-voz do MoD japonês disse que em 6 de janeiro entretanto que “a situação não mudou e que ainda há uma chance para a política”.
O Japão em inúmeras ocasiões de 2008 diz ter procurado ter acesso a informações sobre o F-22 como processo de compra do caça como dados de performance antes de selecioná-lo como candidato ao seu projeto FX para substituir seus 80 caças Mitsubishi/McDonnell Douglas F-4EJ.

Além do F-22, o MoD japonês incluiu em sua lista de candidatos o Dassault Rafale, o Eurofighter Typhoon, o Boeing F/A-18E/F e o F-15FX além do Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter.


Índia planeja aeronave de combate de fabricação própria


Projeto de caça multifunção deve ser aprovado pelo governo e contará com experiência adquirida no projeto do Teja

A Agência de Desenvolvimento Aeronáutico da Índia (ADA) iniciou conversações com a força aérea para iniciar estudos de proposta de uma aeronave de combate de porte médio (MCA), e espera começar os trabalhos de planejamento em alguns anos e assegurar fundos governamentais para a empreitada.

“Em nosso país temos uma equipe de projeto que compreende oficiais de vários departamentos. Essa equipe foi formada para trabalhar na aeronave leve de combate, e isso assegura que eles desenvolverão o novo caça por completo”, disse P. S. Subramanyam, diretor do programa da aeronave de combate ADA, que também gerenciou o projeto e desenvolvimento do Teja. “Estamos engajados com a força aérea no MCA e vamos seguir todos os requerimentos da nossa arma”.

A agência local, que publicou a foto de um modelo de túnel de vento na Aero Índia 2009, acredita que deve levar 10 anos no desenvolvimento da aeronave. Ela também divulgou mais detalhes da aeronave biturbina que irá incorporar características stealth.

De início, o MCA terá capacidade de ataque ar-solo e ar-ar e também poderá realizar missões de supressão a defesas inimigas, ataque de precisão e missão de combate aproximado, disse a ADA.


Sukhoi confirma entregar Su-35BM para Rússia em 2011




Força Aérea Russa irá operar o mais avançado modelo da nova geração do caça.

A Sukhoi confirmou no mês de fevereiro que o seu mais novo caça avançado multimissão Su-35BM entrará em serviço na Força Aérea Russa em 2011.“O atual progresso no programa de testes iniciais anunciaram o adiantado do cronograma para entregas da aeronave para a Rússia e clientes externos em 2011”, disse um porta-voz da empresa.
O primeiro dos dois protótipos do Su-35 já realizou com sucesso 87 sortidas de voo desde julho de 2008, demonstrando suas características avançadas no projeto para combate.

A Sukhoi planeja entregar um exemplar da nova aeronave para oficiais da Força Aérea Russa para testes ainda em 2009 e completar um total de 150 a 160 voos de ensaios.
O Su-35BM é impulsionado por dois motores turbojatos 117S com direcionamento de jato vetorado, combinado com alta manobrabilidade da célula e capacidade efetiva de engajar vários alvos aéreos simultaneamente usando para atacar mísseis guiados.

A nova aeronave russa dispõe também de um novo radar AESA Irbis-E que permite ao piloto detectar e rastrear até 30 alvos enquanto engaja simultaneamente oito alvos prioritários.
A empresa russa espera exportar ao menos 160 unidades do caça no futuro para um número de países incluindo Índia, Malásia e Nigéria.


O Nosso objetivo é agregar notícias sobre aviação militar

Temos a satisfação de apresentar o melhor conteúdo de informações sobre Aviação Militar, aqui procuramos agregar estas informações de diversos sites e blogs em conjunto expecífico.

Franceses treinam na Bélgica para exercícios internacionais


Objetivo do treinamento é aumentar eficácia em operações da OTAN e preparar as tripulações para exercícios internacionais, como a Cruzex

A Força Aérea Francesa (Armée de l´air) noticiou que entre 9 de março e 3 de abril, duas aeronaves Mirage F1 CR da base de Reims, acompanhadas de dois Mirage 2000 RDI do esquadrão de caça 1/12 de Cambrai e de uma aeronave de transporte C160 do esquadrão 2/64 de Évreux, participarão do estágio TLP (Tactical Leadership Program) em Florennes, na Bélgica.
Trata-se de um treinamento tático anual composto de seis sessões de quatro semanas, em que pilotos já qualificados como “chefes de patrulha” tornam-se “chefes de missão” (Mission Commander). O fato de ser realizado em outro país deve-se ao objetivo de aprimorar o entrosamento das equipes em um contexto multicultural. A certificação como chefe de missão é indispensável para liderar missões em exercícios da envergadura de uma Red Flag (Estados Unidos), Maple Flag (Canadá) e Cruzex (Brasil).
Fonte e foto (SIRPA Air): Armée de l´air

Novas peças turcas para o F-35


A Northrop Grumman, empresa que participa do programa do F-35, liderado pela Lockheed Martin, noticiou no último dia 18 o recebimento das primeiras partes estruturais da seção central da fuselagem da aeronave, produzidas pela empresa TAI - Turkish Aerospace Industries, Inc.
Conforme matéria anterior do Blog do Poder Aéreo (clique aqui para acessar e conferir mais detalhes sobre assunto), a TAI recentemente forneceu os primeiros painéis de material composto para a cobertura externa da mesma seção, e a expectativa é chegar, gradualmente, à produção de 400 seções centrais de fuselagem pela empresa turca, de modo a se consolidar como o segundo fornecedor mundial do item dentro do programa F-35, na versão de decolagem e pouso convencionais.
As estruturas metálicas, que contém mais de 100 partes cada, são inspecionadas por um funcionário da Northrop Grumman na foto acima.
Fonte e foto: Northrop Grumman

Piloto dos Fuzileiros Navais dos EUA voa pela primeira vez no F-35



O piloto de combate maj. Joseph T. Bachmann, tornou-se o primeiro tripulante da US Marine Corps (USMC, Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA) a voar um Lockheed F-35 Lightning II, no dia 19 de março último, a partir da Base Aérea de Fort Worth, no Texas.
Completando uma missão que durou 01h15 (a 90ª do programa de testes do F-35), Bachmann voou a uma altitude de 4.500m onde pode checar as qualidades e características da turbina Pratt & Whitney F135.
“O avião respondeu perfeitamente” disse Bachmann, piloto de testes da USMC que voará o F-35B na Base Aeronaval de Patuxent River, à partir de maio deste ano. Os F-35 vão substituir os AV-8 Harrier e proporcionará à USMC unir, numa só aeronave, capacidades de interceptação e ataque num jato supersônico com tecnologia stealth e capaz de fazer pousos e decolagens verticais.Fonte:Asas


quinta-feira, 19 de março de 2009

Qual é o melhor? F-22 Raptor ou F-35

F 35 é uma opção mais barata que o F 22 Raptor



Com os problemas estruturais que foram identificados nos caças F-15 da Força Aérea dos Estados Unidos, e com a necessidade de substituir essas aeronaves antes do tempo previsto, a discussão sobre que tipo de aeronave escolher encontra-se aberta entre os políticos do país.

Quando nos anos 80 os projectistas norte-americanos começaram a desenvolver a geração seguinte de aeronaves de combate – e isto é feito com décadas de antecedência – a doutrina normalmente em vigor, apontava para necessidade da existência de duas aeronaves de combate.
Como o F-15 era a mais antiga das duas aeronaves de combate principais, o futuro avião Stealth dos Estados Unidos, destinado a substituir o F-15 passou a ser conhecido como F-22.
O F-22 é uma aeronave revolucionária, mesmo considerando apenas os dados conhecidos, uma vez que muita informação sobre a aeronave continua a ser secreta.
A sua principal característica é a possibilidade de quase desaparecer dos radares de defesa aérea dos potenciais inimigos.
No entanto, embora ultra sofisticado, o F-22 também é ultra-caro, pois até 2007 o custo estimado para cada uma das aeronaves construídas está entre os 300 e os 350 milhões de dólares americanos.

O desenvolvimento de aeronaves para a força aérea dos Estados Unidos prosseguiu, de seguida com a concepção de uma aeronave mais pequena e menos poderosa que o F-22, mas que também incorporasse muitas das tecnologias «Stealth» que foram desenvolvidas para o F-22 e também para aeronaves como o F-117 e o bombardeiro B-2.

Surge assim o F-35. Um avião que sendo bastante mais barato que o F-22, tem características que continuam também a ser secretas, o que levou a que a futura exportação destas aeronaves tenha sido condicionada, mesmo para países que são tradicionais aliados dos Estados Unidos.

Acidentes e renovação da frota

Com parte da frota de F-15 parada por problemas que ainda não estão completamente apurados, a substituição destes aviões está agora em cima da mesa e os políticos norte-americanos são chamados a decidir onde devem gastar o dinheiro dos contribuintes.

Para a força aérea norte-americana, a opção preferível para substituir o F-15 seria naturalmente o F-22. Ele é mais poderoso mas também muito mais caro, e o encerramento da sua linha de produção já está em análise no Pentagono, estando uma decisão pendente do ok do próximo presidente americano, que deverá ser eleito em Novembro de 2008.

F-35: Opção mais barata

Assim, tem vindo a ser levantada a possibilidade de manter a linha de montagem aberta, de forma a substituir as aeronaves que apresentaram problemas por caças F-22, o que faria o numero total de F-22 s construídos subir de 183 para 381.
Do lado do congresso e senado norte-americanos a ideia não parece ser muito bem vista por muitos senadores e representantes, que acham que a força aérea só deverá receber esses aviões se conseguir demonstrar de fora eficaz, que inimigos é que prevê enfrentar no futuro que tornem necessária a utilização daquele que é o mais sofisticado caça do mundo.

Antecedentes
Desde os anos 70 que na Força Aérea dos Estados Unidos adoptou o principio da utilização de duas aeronaves de combate. 

Numa gama mais alta, a força aérea norte-americana optou por adquirir uma aeronave grande, potente e com grande autonomia, o F-15. Ele tinha dois motores e estava preparado para utilizar mísseis de curto alcance e especialmente mísseis de médio alcance, que eram maiores e mais pesados. O F-15 também podia subir mais alto e a velocidades maiores que outras aeronaves.
O alto custo do F-15, levou ao desenvolvimento do F-16, que partiu exactamente de um exercício de tecnologia para verificar se seria possível construir uma aeronave mais pequena e mais barata, mantendo no entanto uma elevada capacidade militar.

O F-16 «Fighting Falcon» foi inicialmente pensado para combate a curta distância, pelo que as suas características aerodinâmicas e a sua habilidade para o «dogfight» (combate aéreo entre duas aeronaves a curta distância) era uma das suas características. O F-16 foi inicialmente pensado para utilizar o seu canhão de alta velocidade e mísseis do tipo Sidewinder de curto alcance e para utilizar dentro do alcance visual. A sua autonomia[1] também era menor.

Com o evoluir da técnica, ao longo dos anos 80 e 90 as modernizações do F-16 levaram a que a aeronave fosse sendo muito aperfeiçoada, tornando-se numa aeronave que em muitos casos pode desempenhar o mesmo tipo de missão do F-15 que é bastante maior.

Neste caso, uma mesma aeronave, desde que reconfigurada, poderá ser utilizada numa miríade de missões e a necessidade de um super-caça em grandes quantidades parece ser menor que no passado.

[1] Mesmo no quesito «autonomia» o fabricante tem efectuado modificações no F-16 com a inclusão de tanques conformais nas laterais do avião, que embora alterem o aspecto da aeronave, não têm implicações no seu comportamento como avião de combate.

Continua a Dúvida sobre o preço do F 35


Quando na passada semana foi divulgado um relatório do GAO, uma autoridade fiscalizadora, do governo dos Estados Unidos (próximo ao Tribunal de Contas) sobre o programa JSF - nome do programa que resultou no caça F-35 - muitos militares e políticos na capital norte-americana sentiram calafrios.

Segundo a análise do «Government Accountability Office», o programa F-35 derrapou completamente, sendo inevitável que atinja valores superiores aos previamente estimados. Segundo a mesma entidade, as derrapagem poderia atingir 38.000 milhões de dólares (EUR 24.000 milhões / R$64 bilhões) e o valor final do projecto poderia atingir quase um milhão de milhões (um trilhão) ou cerca de 640.000 milhões de Euros.

O valor global agora estabelecido para o programa, quando dividido pelo total de aparelhos que se espera sejam construídos, implica um preço de 122 milhões de dólares para cada aparelho, a que se soma um total de 264 milhões de dólares por unidade, para cobrir os custo de operação e manutenção durante o período de vida útil de cada um dos aparelhos a comprar.

Para piorar as coisas, segundo o mesmo relatório, além de muito mais caro o programa F-35 está atrasado em pelo menos dois anos, o que levará a que a marinha dos Estados Unidos e os fuzileiros navais tenham que aguardar mais tempo para substituir respectivamente os F/A-18 «Hornet» e os caças A/V-8 «Harrier» de descolagem vertical. 

Contas mal feitas

Em resposta às alegações do organismo do governo dos Estados Unidos, o fabricante do aparelho veio deitar água na fervura, explicando que o G.A.O. fez uma análise apressada, retirando uma «foto» da situação neste momento, sem efectuar uma análise mais detalhada da situação.

A Lockeed Martin e o director do programa F-35 da marinha dos Estados Unidos afirmaram entretanto que não está previsto qualquer atraso nas entregas previstas de 680 aeronaves do tipo F-35, que serão distribuídas entre marinha e fuzileiros.

Culpa do Euro alto

Entre as razões apontadas para justificar o grande aumento no preço da aeronave, aparece um factor que em principio poderia parecer estranho: a alta do Euro.

A explicação para a influência do valor da moeda europeia no preço da aeronave norte-americana, está no facto de os preços de muitos dos componentes do F-35 serem fabricados na Europa e terem os seus preços estabelecidos em Euros. Além dos componentes, grande parte dos estudos de engenharia e de projecto, são igualmente feitos na Europa, o que também contribui para aumentar o peso da moeda europeia, no custo final e portanto contribuir para elevar o preço final do F-35.

Mas os efeitos de um Euro sobrevalorizado, não podem ser extrapolados para todo o período de vida útil do F-35 e por isso neste momento a análise feita mostra um aumento muito considerável nos preços previstos.

Preço mantém-se 

Segundo o departamento de defesa dos Estados Unidos, as projecções de preço para o F-35 continuam basicamente idênticas e nem a marinha nem os fuzileiros esperam pagar mais que os 60 milhões de dólares (a preços de 2002) que foram inicialmente previstos para cada um dos 680 F-35 previstos para a força.

F-15 Silent Eagle tenta substituir o F-22


O F 15 Stealth visa o mercado Asiático

A Boeing acaba de anunciar uma nova versão do seu caça supersónico F-15 «Eagle», com modificações substanciais relativamente ao modelo anterior, especialmente no que diz respeito às capacidades «Stealth» ou seja, à capacidade de iludir radares adversários.

O avião, que foi baptizado «Silent Eagle» ou «Águia silenciosa», baseia-se no anterior modelo F-15E «Strike Eagle» e conta com contentores de armamentos que se adaptam à superestrutura da aeronave, utilizando uma prática que já tinha sido utilizada com as versões mais modernas do caça F-16, que também contam com capacidade adicional de transporte, quer de sistemas electrónicos quer de combustível em tanques que são acoplados às laterais da aeronave integrando-se perfeitamente e reduzindo o coeficiente de arrasto.

As modificações mais visíveis incluem contentores que podem transportar até dois mísseis ar-ar cada um, reduzindo a assinatura perante radares inimigos e reduzindo o coeficiente de arrasto (que torna o avião mais lento). Os lemes traseiros também apresentam um ângulo diferente.
Além dessas modificações o avião também inclui nova electrónica e o mais recente radar AN/APG-63.

Embora o F-15 «Silent Eagle» tenha sido apresentado como uma nova aeronave, existe a possibilidade de modelos mais antigos receberem um kit que os coloca ao nível dos equipamentos novos.

Os Estados Unidos têm sido criticados por vários países por recusarem vender o super sofisticado e secreto caça F-22 «Raptor» a países normalmente considerados aliados, como é o caso da Austrália e do Japão.

Estes países, bem assim como a Coreia do Sul, estarão entre os principais alvos da Boeing na promoção do avião, mas a Arábia Saudita e Israel também se apresentam como mercados potenciais para uma aeronave que não será tão restringida em termos de exportações quanto o F-22 «Raptor».
Não se espera que a aeronave seja oferecida para fornecimento à Força Aérea dos Estados Unidos, porque ele acabaria competindo com o próprio F-22 e com o mais pequeno F-35.

O preço estimado para o F-15 «Silent Eagle» é de 100 milhões de dólares, embora a questão dos preços seja muito controversa, pois dependem sempre da negociação entre o fabricante e o país comprador e de todas as contrapartidas e opções. 
No entanto, o importante é que o novo F-15 se pode apresentar-se como opção mesmo para as versões mais recentes do F-16, juntando à capacidade Stealth e aos sofisticados sistemas electrónicos, a velocidade e a autonomia.


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Eurofighter é sério candidato a concorrência F-X do Japão


Caça do consórcio europeu é o mais forte candidato a vencer concorrência do país oriental.
O caça Eurofighter Typhoon é um sério candidato a vencer a concorrência F-X japonesa para fornecimento de caças de combate, disseram fontes da indústria argumentando que Tókio está em conversas sérias com o consórcio europeu antecipando a disputa. “Se você me perguntasse há um ano atrás, eu diria que o Typhoon não tem chance contra o competidor americano. Hoje eu não certeza disso”, disse uma fonte da indústria próxima ao ministério da defesa japonês.

“Washington continua a não fornecer informações sobre o Lockheed Martin F-22 mas estreitou laços de defesa, e políticos japoneses e burocratas estão olhando o Typhoon como uma alternativa viável para outros caças americanos oferecidos”. Na concorrência F-X o Japão pretende adquirir 50 aparelhos para substituir seus McDonnell Douglas F-4.Fonte: Airway

Governo americano deve vender F-35 para Israel


A venda compreenderia inicialmente 25 unidades do JSF convencional CTOL e mais 50 na versão VSTOL

O governo americano notificou o congresso sobre a possibilidade de um acordo de venda para Israel de um lote de Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter depois que o fabricante passa da marca de 50 vôos com o primeiro protótipo da aeronave.

A notificação do congresso confirma que Israel tem interesse na compra de 75 F-35 no próximo ano. “Israel é o primeiro comprador em potencial do F-35, isso seria um importante passo para expansão dos interesses do JSF além dos EUA além dos oito parceiros internacionais do projeto F-35”, disse a Lockheed Martin. A notificação exclarece que Israel pode comprar um lote inicial de 25 unidades do caça F-35A de pouso e decolagem convencional. Uma opção para mais 50 F-35A ou F-35B de pouso e decolagem vertical também podem ser incluídos.

Se Israel exercer todas suas opções de compra da nova aeronave o acordo pode chegar a 15.2 bilhões de dólares, incluindo suporte logístico além de sensores especiais e equipamento para o F-35. A venda pode envolver também os motores Pratt & Whitney F135 ou General Electric/Rolls-Royce F136.

EADS anuncia novo atraso para primeiro vôo do A400M


Os seqüentes atrasos no cronograma de testes do maior motor turbohélice do ocidente o TP400-D6 provocaram problemas.
A EADS acaba de confirmar que o primeiro vôo de sua aeronave de transporte militar A400M, teve a sua data para além do final deste ano, e a data para a primeira entrega continua indeterminada. O motivo do atraso é o maior turbohélice fabricado no ocidente, o Europrop TP400-D6 de 10.000shp que passa por adiamentos no programa de ensaios.

O programa ainda está aguardando pelo vôo da plataforma de testes C-130 modificado pela Marshall Airspace com um TP400-D6 sob a asa. Os ensaios em vôo com a bancada de testes modificada “devem iniciar na próxima semana”, disse a EADS. O primeiro vôo do A400M também depende agora da disponibilidade do sistema de propulsão, acrescentou a empresa européia.

“Somente depois disso e maiores reuniões com os clientes, os investidores além de implicações técnicas e de cronograma pode acontecer este primeiro vôo”, disse a EADS. O projeto A400M foi lançado em maio de 2003 e possui até agora 192 encomendas da Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Malásia, Coréia do Sul, Espanha, Turquia e Reino Unido.

FAB reduz lista de candidatos do Projeto F-X2


Comissão gerencial da concorrência para novo caça do Brasil reduz para três tipos de aeronaves
O Comando da Aeronáutica informa que, em obediência ao cronograma de renovação da frota das aeronaves de combate da Força Aérea Brasileira – FAB, completou mais uma etapa do processo de seleção dos novos caças multi-emprego a ser incorporados ao seu acervo.

A Comissão Gerencial do Projeto F-X2 (CGPF-X2), instituída em 15 de maio de 2008, conduziu os estudos de avaliação das aeronaves pré-selecionadas (Boeing F-18E/F Super Hornet, Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon, Lockheed Martin F-16 Adv, Saab Gripen NG e Sukhoi SU-35), de forma a elaborar uma lista reduzida (short list) nesta etapa do processo. A concretização desta short list visou a garantir o atendimento aos requisitos operacionais para aeronave de caça multi-emprego estabelecidos pelo Estado-Maior da Aeronáutica e permitir o aprofundamento das avaliações dos sistemas de armas candidatos que foram selecionados nesta fase.

Os estudos tiveram por base as informações fornecidas pelas empresas em resposta aos pedidos de informações (do inglês Request For Information - RFI), emitidos em Junho de 2008. Os dados provenientes das empresas participantes foram avaliados de forma sistêmica, considerando aspectos referentes às áreas operacional, logística, técnica, Compensação Comercial (offset) e transferência de tecnologia para a Indústria Nacional de Defesa. A partir de agora, na nova etapa do processo de seleção, as avaliações irão concentrar-se nas seguintes aeronaves componentes da short list (listadas aqui em ordem alfabética dos respectivos fabricantes):

1 - BOEING (F-18 E/F SUPER HORNET), 2 - DASSAULT (RAFALE) e 3 - SAAB (GRIPEN NG).

As 36 aeronaves, que integrarão o 1º lote, deverão ser entregues a partir de 2014, com expectativa de vida útil de, no mínimo, 30 anos. Assim, ao longo dos próximos anos, haverá a substituição, gradativamente, dos atuais caças Mirage 2000, F-5M e A-1M. O conjunto de conhecimentos e capacitação tecnológica adquiridos nesta aquisição irá contribuir para que o Brasil tenha condições de produzir ou participar da produção de caças de 5ª geração em um futuro de médio e longo prazo.

Por fim, o Comando da Aeronáutica ressalta que este processo representa um importante avanço para sua Indústria de Defesa com reflexos duradouros, possibilitando parcerias estratégicas de longa duração. No correr do próximo ano, deverá ser conhecido o vetor selecionado, tão logo as fases subseqüentes sejam concluídas.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA Fonte: CECOMSAER

Força Aérea Italiana desembarca C-27J no Afeganistão


As novas aeronaves de transporte fabricadas na Itália irão substituir os C-130J da Lockheed em operações na OTAN
Duas aeronaves de transporte tático Alenia Aeronautica C-27J Spartan da 46ª Brigada de transporte Aéreo da Base Aérea de Pisa da Força Aérea Italiana pousaram em 12 de setembro no sudoeste do Afeganistão, onde a contribuição da Itália se juntará a Força de Assistência de Segurança da OTAN na região. Uma aeronave será empregada para provir assistência logística, substituindo os Lockheed Martin C-130J, enquanto o outro estará disponível como reserva.

Os Spartan estão equipados com sistema de auto-proteção antimíssil além de sistema alerta de radar, dispensador chaff e flare e proteção de blindagem no cockpit. Oito aeronaves C-27J já acumularam mais de 3.200 horas de vôo desde que entraram em serviço na Força Aérea Italiana sendo empregados no 98º Esquadrão de Transporte em janeiro de 2007 com o treinamento de 10 tripulações para o tipo. O restante da frota de Spartan será entregue até o início de 2009.

Israel quer equipamentos vitais a seu F-35


O governo pretende instalar equipamentos de fabricação local aos seus JSF mas não explica publicamente o que são.
O ministro da defesa de Israel está tentando convencer a administração dos Estados Unidos a liberar a instalação de mais sistemas israelenses instalados no pedido do Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter que planeja receber em 2014. O resultado das discussões será em função do número de aeronaves adquiridas.

O ministro da defesa israelense confirma que a tecnologia a ser implementada na futura aeronave de caça foi discutida no início de setembro durante visita a Washington pelo seu diretor geral Pinhas Buchris, mas nega dar detalhes sobre as conversas com os americanos. Entretanto, uma fonte da defesa de Israel disse: “Nós deixamos claro que nossos F-35 serão diferentes e mais capazes para os nossos futuros cenários de combate”.

Israel concentra foco na munição transportada internamente no F-35 e suas interfaces com a aeronave, e um sistema eletrônico descrito como “habilitadores de penetração”. Durante o mês de maio, Israel redigiu uma carta formal de pedido do JSF, pedindo 25 unidades básicas de pouso e decolagem convencional do F-35, além de uma opção para mais 50. Fontes da Lockheed disseram que posteriormente um número de modelos B de pouso e decolagem vertical do caça poderiam ser adicionados ao pedido.

Israel não é parceiro no programa de desenvolvimento do JSF, mas a indústria de defesa doméstica daquele país está pronta para trabalhar em muitos sistemas da nova aeronave, incluindo a Israel Military Industries que está trabalhando nos dispositivos de transporte de bombas de impacto transportadas internamente.

A Cyclone Aviation está projetando tanques subalares para incrementar o raio de combate do caça, enquanto a Israel Aerospace Industries está oferecendo uma solução de tanque conformal para o F-35.

Venezuela fechou acordo de compra de treinadores K-8 da China


Os jatos são produzidos em cooperação com o Paquistão e foram projetados nos anos 1990
A Venezuela espera confirmar um acordo de compra de 24 jatos treinadores Hongdu K-8 da China durante visita oficial do Presidente Hugo Chaves a Pequim esta semana. “Nós estamos comprando aeronaves chinesas K-8”, revelou Chaves durante entrevista a uma emissora de televisão venezuelana. As entregas começarão em 2009, disse o presidente, acrescentando que serão “excelentes aeronaves para nossos rapazes”.

O jato treinador básico foi desenvolvido em conjunto com o Paquistão e iniciou atividades em ambas forças aéreas no início dos anos 1990. A aeronave também pode ser empregada como jato de ataque leve, e foi exportado para o Egito, Myanmar, Sudão e Zimbábue. Na estação de TV venezuelana Chaves reiterou que o seu país irá continuar a adquirir equipamento militar apesar das críticas dos Estados Unidos.

“Continuamos trabalhando na questão do equipamento militar, embora eles me acusem de lançar uma corrida armamentista”, disse ele. “Eu não estou iniciando uma corrida armamentista. Gastos militares são necessários para a defesa de um país”.

domingo, 21 de setembro de 2008

Lockheed desmente derrotas do F-35 para o Sukhoi


Análises da Força Aérea dos EUA mostram que o Lockheed Martin F-35 Lightning II é pelo menos 400% mais eficaz na capacidade ar-ar que os melhores caças atualmente disponíveis no mercado internacional.
O modelo de análises da USAF para engajamentos ar-ar, também usado por forças aéreas aliadas, a fim de avaliar o desempenho de combate aéreo, colocou o caça de 5 ª geração F-35 contra todos os caças avançados de 4ª geração, numa variedade de cenários simulados. Os resultados foram claros: o F-35 superou os caças no combate aéreo por margens significativas.
“As recentes notícias de que caças russos teriam derrotado o F-35 em exercícios simulados no Havaí são falsas”, afirmou o Maj. Gen. Charles R. Davis, diretor do Programa F-35.
“Os relatórios são completamente falsos e enganosos, e não têm qualquer fundamento na realidade”, disse Davis. “Os exercícios simulados Pacific Vision Wargame 2008, que foram referenciados recentemente nos meios de comunicação, nem sequer serviram para medir a eficácia ar-ar. O F-35 foi projetado para ser capaz de derrotar efetivamente as ameaças ar-ar atuais e futuras. Todas as informações disponíveis, de classificação mais elevada, indicam que o F-35 efectivamente cumpriu esses agressivos desafios operacionais”, afirmou.
Os fatos apresentados pela Lockheed são de que o F-35 é um “cavalo de corrida” e não um “cão de briga”. Sua aerodinâmica stealth lhe dá capacidade de “ver e atirar primeiro”, e de escapar com segurança.
A grande razão peso/potência lhe permite manobrar a 9 G, igualando as taxas de curva do F-16 e F/A-18.
O F-35 tem o motor mais potente já instalado num caça, com empuxo equivalente aos dois motores do Eurofighter ou do F/A-18, dando-lhe excepcional capacidade de aceleração e manobrabilidade.
Segundo a Lockheed, está provado que nenhuma aeronave pode sobreviver contra caças de 5 ª geração stealth, como o F-22 e F-35, e que é impossível adicionar características stealth similares em caças de quarta geração.
Para completar, a capacidade do F-35 de colher dados, integrá-los e compartilhá-los irá transformar o campo de batalha do futuro, redefinindo as missões de apoio aéreo aproximado. O F-35 foi especialmente concebido para tirar partido das lições aprendidas a partir do F-117.Análises da Força Aérea dos EUA mostram que o Lockheed Martin F-35 Lightning II é pelo menos 400% mais eficaz na capacidade ar-ar que os melhores caças atualmente disponíveis no mercado internacional.O modelo de análises da USAF para engajamentos ar-ar, também usado por forças aéreas aliadas, a fim de avaliar o desempenho de combate aéreo, colocou o caça de 5 ª geração F-35 contra todos os caças avançados de 4ª geração, numa variedade de cenários simulados. Os resultados foram claros: o F-35 superou os caças no combate aéreo por margens significativas.“As recentes notícias de que caças russos teriam derrotado o F-35 em exercícios simulados no Havaí são falsas”, afirmou o Maj. Gen. Charles R. Davis, diretor do Programa F-35.
“Os relatórios são completamente falsos e enganosos, e não têm qualquer fundamento na realidade”, disse Davis. “Os exercícios simulados Pacific Vision Wargame 2008, que foram referenciados recentemente nos meios de comunicação, nem sequer serviram para medir a eficácia ar-ar. O F-35 foi projetado para ser capaz de derrotar efetivamente as ameaças ar-ar atuais e futuras. Todas as informações disponíveis, de classificação mais elevada, indicam que o F-35 efectivamente cumpriu esses agressivos desafios operacionais”, afirmou.
Os fatos apresentados pela Lockheed são de que o F-35 é um “cavalo de corrida” e não um “cão de briga”. Sua aerodinâmica stealth lhe dá capacidade de “ver e atirar primeiro”, e de escapar com segurança.
A grande razão peso/potência lhe permite manobrar a 9 G, igualando as taxas de curva do F-16 e F/A-18.
O F-35 tem o motor mais potente já instalado num caça, com empuxo equivalente aos dois motores do Eurofighter ou do F/A-18, dando-lhe excepcional capacidade de aceleração e manobrabilidade.
Segundo a Lockheed, está provado que nenhuma aeronave pode sobreviver contra caças de 5 ª geração stealth, como o F-22 e F-35, e que é impossível adicionar características stealth similares em caças de quarta geração.
Para completar, a capacidade do F-35 de colher dados, integrá-los e compartilhá-los irá transformar o campo de batalha do futuro, redefinindo as missões de apoio aéreo aproximado. O F-35 foi especialmente concebido para tirar partido das lições aprendidas a partir do F-117. Este artigo foi publicado em 19 setembro, 2008 às 18:59 sob a categoria Noticiário Internacional, Sistemas de Armas.

domingo, 14 de setembro de 2008

Japão não tem fundos para construir seu caça stealth


Protótipo do demonstrador de tecnologia ATD-X teve verbas só até estudos em computador
É improvável que o Japão consiga fundos para construir o seu demonstrador de caça Stealth em 2008. Os investimentos do Ministério das Finanças japonês são suficientes até agora para apenas a fase de estudos de projeto no computador.

O projeto ATD-X tem estado em atividade por muitos anos e o Instituto de Desenvolvimento e Pesquisas Técnicas do Ministério da Defesa japonês recebeu o sinal verde para no último ano para construir e voar um pequeno demonstrador de tecnologia. O projeto tomou a classificação de urgência depois que os Estado Unidos recusou-se a dar qualquer informação sobre o Lockheed Martin F-22 em sua concorrência para o caça F-X.

Os investimentos para a construção do caça não estão nada fáceis e o Ministério da Defesa também está empenhado em acelerar a modernização dos seus caças Mitsubishi Heavy Industries/Boeing F-15 e Tókio procura estes fundos.

O projeto ATD-X recebeu até agora investimentos da ordem de 43 milhões de dólares que o TRDI pediu no último ano o que é insuficiente, e fontes da indústria afirmam que este ano o órgão governamental continuará desapontado. O tamanho do caça ATD-X será similar ao Saab Gripen e será motorizado dois turbojatos com pós-combustão Ishikawajima-Harima Heavy Industries XF5, com vetorização de exaustão derivado do turbofan XF7 que está sendo testado na aeronave de patrulha marítima Kawasaki Heavy Industries XP-1.

USAF vê F-16 como ponte de integração com outros países



Principais alvos para a invasão diplomática são os ex-países agregados da cortina de ferro além de Índia
A Força Aérea Americana está propondo que o Lockheed Martin F-16 seja uma “ponte” para eventuais compras por países satélites soviéticos agora aliados aos Estados Unidos, de acordo com Bruce Lemkin, subsecretário da USAF para relações internacionais.

Lemkin disse que o caça F-16 pode servir de transição da “cultura MiG-21” para o Lockheed Martin F-35 em nações como a Romênia. Bulgária e Polônia já escolheram o F-16 para suas frotas. Os Emirados Árabes Unidos estão em entendimentos para entrega dos mais avançados dos F-16, o bloco 60.

Com uma queda brusca de aquisição, o Pentágono espera que nos próximos anos a USAF volte-se para os seus aliados numa estratégia de promover capacidades, incluindo equipamentos, treinamento e suporte em todo mundo. Caças continuam a ser o ponto chave para alianças internacionais, particularmente o stealth F-35. Com a Ásia, Lemkin disse que o Japão está estudando a compra do F-35. O F-22 raptor é a principal opção de compra pelo Japão, mas leis americanas proibiram sua exportação e parece que não deve haver mudança de planos por parte da Casa Branca em curto prazo.

A USAF está oferecendo o F-16 para a Índia com radar de abertura sintética enquanto que a US Navy recuou com sua proposta para o F/A-18 Super Hornet.Fonte:Airway

Brasil próximo da primeira peneira para concorrentes do F-X2


De seis concorrentes apenas dois ou três devem permanecer na disputa que deve se estender até o próximo ano
A Força Aérea Brasileira está muito próxima de estreitar o campo de nomes para os concorrentes da sua competição para aquisição de um novo caça denominada F-X2 de seis tipos diferentes de aeronaves para três ou dois. A decisão do nome vencedor está prevista para o próximo ano.

Os concorrentes que participam da competição são o Boeing F/A-18E/F Block II Super Hornet, Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon, Lockheed Martin F-16BR, Saab Gripen NG e o Sukhoi Su-30. A Lockheed confirma que o F-35 não será oferecido ao Brasil, já que não poderá transferir toda a tecnologia para manutenção da aeronave.

“O F-16BR foi desenvolvido para satisfazer requerimentos originais, quantidade e datas de entrega além do offset (transferência de tecnologia) e cooperação industrial enquanto fornecer a FAB o mais avançado e a capacidade disponível no F-16”, disse a Lockheed. Entretanto a empresa americana não divulgou maiores detalhes sobre sua oferta para o governo americano.

A Boeing planeja oferecer o Super Hornet com o radar de abertura eletrônica ativa Raytheon APG-79 “o coração da suíte de aviônica”, disse Bob Gower vice-presidente da empresa para o programa do F/A-18.

Gower não comentou sobre restrições de tecnologia ao Brasil do governo americano. O requerimento inicial do pedido do Brasil compreende de 32 a 36 caças, entretanto esse total pode ser eventualmente estendido para 120 aeronaves.Airway

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Programa F-X 2-Entrevista com Bengt Janér-Gripen


Às vésperas do anúncio da nova política de defesa, Defesa@Net entrevistou Bengt Janér, diretor da SAAB no país. A empresa é uma das cinco principais detentoras mundiais de tecnologia de caças supersônicos de última geração. Janér também é diretor geral da Gripen Brasil, braço da Gripen International, que fabrica o caça do mesmo nome – o Gripen NG, caça multifunção que é a grande aposta da empresa para equipar as forças aéreas de diversos países.

Nesta entrevista, o executivo reforça que a empresa sueca está, mais do nunca, no páreo do projeto F-X2. Entre outros temas, ele ratifica a disposição da Gripen em transferir tecnologia para o sistema de defesa do Brasil. Esta, aliás, é uma das exigências do Plano Estratégico das Forças Armadas.

DEFESA@NET - Uma das condições do governo brasileiro no projeto FX-2 é a transferência de tecnologia. A Gripen atende a este requisito?

Bengt Janér - A indústria de defesa sueca tem uma tradição de transferência de tecnologia para o Brasil. Começou na década de 50, quando a Bofors transferiu para o Arsenal de Guerra do Exército Brasileiro a produção do canhão de 40mm e foi expandido nos anos 80 junto à indústria nacional (CBV). No contexto do F-X1, a SAAB já havia proposto um amplo programa de transferência de tecnologia que atendia plenamente aos requisitos do programa. Para o F-X2, a SAAB, fortemente apoiada pelo governo sueco, tem total disposição para transferência de tecnologia sem restrições. A empresa tem vários programas de cooperação em andamento no mundo, muitos relacionados ao Gripen. Na República Checa e na Hungria, todos os compromissos de offsets e transferência de tecnologia foram atendidos e, em muitos casos, excedidos. Junto à África do Sul, as primeiras aeronaves Gripen começaram a ser entregues em paralelo a um programa que envolve parcerias tecnológicas com a indústria local. A indústria sul-africana também participa na produção de subconjuntos estruturais para todos os Gripen produzidos na Suécia.

DEFESA@NET - Porque um caça monomotor no século XXI?

Bengt Janér - A questão de monomotor versus bimotor na aviação de caça está mais relacionada ao tamanho e peso da aeronave do que à confiabilidade. O nível de confiança dos modernos motores de caça é excelente, permitindo que as forças aéreas adotem caças monomotores como seu principal vetor. É o caso do JSF (F-35), que será equipado apenas com um motor. Em especial, com relação ao Gripen NG, o motor selecionado é o GE F-414 que é derivado do F-404 com milhões de horas acumuladas com um histórico de confiabilidade demonstrada. A adoção de monomotor de alta confiabilidade traz como resultado um impacto econômico altamente favorável durante todo o ciclo de vida da aeronave.

DEFESA@NET - Durante o F-X1, uma das críticas feitas ao Gripen era de seu alcance limitado. Como é o Gripen NG?

Bengt Janér - O Gripen NG incorpora uma modificação estrutural inovadora. O trem de pouso principal foi deslocado para a lateral e a fuselagem central foi alargada aumentando a quantidade de combustível interno em cerca de 40%. Com isso o Gripen NG passa a ter uma das maiores autonomias dentre os caças disponíveis no mercado, considerando-se apenas a quantidade de combustível interno. É importante também ressaltar que, juntamente ao aumento da capacidade de combustível, a estrutura foi totalmente reforçada e o peso de decolagem foi aumentado significativamente. Isso permite que com tanques subalares, o Gripen NG tenha um alcance maior que, por exemplo, o Rafale.

DEFESA@NET - O Gripen NG está em desenvolvimento. Ele é um produto confiável?

Bengt Janér - Totalmente confiável. O Gripen NG é uma evolução da família Gripen e incorpora vários avanços e atualizações tecnológicas, como por exemplo, novos radares com maior alcance, e que só agora se tornaram disponíveis. Diversas características são resultado da experiência acumulada da frota. O Gripen NG é a resposta da SAAB – bem como a grande aposta da empresa – a demandas de mercado internacional por um produto inovador e com abertura para cooperação. Este fato é altamente positivo, pois o torna o único produto do mercado que possibilita a participação de outras indústrias aeronáuticas em sua fase de desenvolvimento permitindo assim a real transferência de tecnologia. Por isso que afirmo que estamos prontos para atender e superar todos os requisitos e expectativas da FAB e do Governo Brasileiro.

DEFESA@NET - Na sua avaliação, quais são as outras aeronaves que atenderiam os requisitos brasileiros?

Bengt Janér - Esta é uma pergunta que poderia ser respondida pelos técnicos e autoridades envolvidas no processo. Mas, pelo que conheço de nosso país e dos fornecedores de equipamentos – não necessariamente de tecnologia – o Gripen seria a melhor escolha. Sem dúvida.

Brasil Realiza última compra de caças defasados


Brasil recebe últimos Mirage e encerra
ciclo de “compras de prateleira”
(Discurso ministro da Defesa Nelson Jobim)

Anápolis (GO) 27/08/2008 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, receberam nesta quarta-feira (27/8) os últimos dois aviões de caça Mirage 2000, de um lote de doze adquiridos da França. Os aviões substituirão os modelos anteriores de Mirage que saíram de serviço em 2005, e deverão fazer a ponte até a chegada dos novos aviões que serão adquiridos no projeto F-X2, com entrega para após 2015.

Para comemorar a data, Jobim fez um vôo de aproximadamente 50 minutos em um Mirrage. Segundo Jobim, esta compra marca o fim do ciclo de aquisições puras para a área de Defesa. Os novos modelos já serão adquiridos sob a ótica da transferência de tecnologia por parte do fabricante. “Significa a importância de nós encerrarmos um ciclo, que é o ciclo do Brasil comprador. Agora nós deveremos começar um novo ciclo, que é o ciclo do Brasil Parceiro”, afirmou Jobim, em entrevista coletiva após a cerimônia.

De acordo com Jobim, a intenção do Brasil é adquirir um pequeno lote inicial do novo avião que vier a ser escolhido e passar a desenvolver localmente uma plataforma que participe da produção das unidades seguintes. “A nova estratégia de Defesa significa que nós seremos produtores”. Segundo o ministro, os principais países que participam da disputa afirmam que estão dispostos a transferir tecnologia. Mas ele pondera que nem sempre os fatos confirmam a intenção, e cita o caso do governo americano, que recentemente dificultou a remessa de componentes adquiridos para o Supertucano, da Embraer.

Participam da disputa do F-X2 as empresas norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II), a francesa Dassault (Rafale), a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35), a sueca Saab (Gripen) e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon).

O ministro elogiou a transparência da França e sua disposição de avançar, na área aeronáutica, da mesma maneira que avançou no acordo para a transferência de tecnologia destinada à produção de um submarino brasileiro de propulsão nuclear. Mas o ministro negou que haja decisão tomada em relação aos franceses para a aquisição dos novos aviões. “A partir de janeiro nós vamos abrir a discussão em relação ao F-X. Evidentemente os franceses estão na concorrência; agora, tudo vai depender das conveniências ao Brasil”, concluiu.

Jobim destacou a importância da autonomia tecnológica e industrial para a consolidação da defesa brasileira. “O país que tem a capacitação nacional tem poder dissuasório real”, explicou Jobim. Ele esclarece que o fortalecimento da defesa do país não tem nenhuma causa específica externa . “Não estamos organizando e transformando as Forças Armadas pela perspectiva de um inimigo ou de uma ameaça. Estamos transformando na perspectiva da capacitação”.

Jobim observou que o país tem muitas riquezas a defender, como as áreas juridicionais de sua plataforma marítima, que somam 3,5 milhões de km2, e que deverão subir para 4,5 milhões. “São grandes riquezas. Só os leigos é que acreditam que não precisam estar capacitados para responder a qualquer ameaça”.

Quarta Frota- O ministro negou qualquer vinculação entre o fortalecimento da Defesa brasileira e a criação da Quarta Frota por parte dos Estados Unidos. “Não vamos nos conduzir da perspectiva de que os Estados Unidos estejam nos conduzindo. Nós vamos nos conduzir dentro das nossas condições e da nossa perspectiva de capacitação”.

O ministro, inclusive , relativizou a preocupação manifestada por algumas pessoas com a criação da Quarta Frota, que ele classifica de uma mudança administrativa dos Estados Unidos, que transferiram da Segunda Frota para a Quarta Frota alguns de seus meios navais.

“Eu não vejo problema nenhum, isso é uma decisão americana. O americano toma as decisões que bem quer. Nós não gostaríamos que as decisões que o Brasil está tomando agora no Plano de Defesa fossem objeto de objeções americanas. A autodeterminação dos povos é vital, e eu não vejo nenhuma dificuldade em relação à Quarta Frota. Fica nítido e claro que as relações com o Brasil continuarão sendo amistosas”.

Jobim também observou que não há preocupação exclusiva da Defesa com a área do pré-sal, onde foram localizadas reservas gigantes de petróleo. Esta é apenas uma das grandes riquezas que o País tem e que precisam ser defendidas, argumentou. “Nós temos que nos lembrar que a América do Sul é a maior reserva de energia do mundo hoje, é a maior reserva de produção de alimentos e a maior reserva de água doce. Nós temos a Amazônia e o aqüífero Guarani. Isto basta para que nós tenhamos capacitação”.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Vôo em formação final do stealth F-117




Aeronave destaque da guerra do golfo voa apenas em missões de testes para a Força Aérea Americana:

Foi possivelmente a formação final em vôo do caça stealth Lockheed Martin F-117 Nighthawk que ocorreu em 6 de agosto em Palmdale nas instalações 42 da Força Aérea Americana na Califórnia. Depois de formalmente aposentado em cerimônia em Palmdale e Holloman, bases da USAF no Novo México, em 22 de abril quatro F-117 são mantidos voando como banca de testes pelo 410º Esquadrão de Testes de Vôo, e até o fim de julho somente dois dos caças são mantidos. De acordo com a Lockheed, uma das aeronaves voou para ser estocado em Tonopah em 7 de julho, e a última unidade deixará de voar em 14 de agosto. Com o fechamento deste capítulo na aviação militar e da história dos testes de vôo, o esquadrão de testes 410 também foi desativado em cerimônia fechada nas instalações 42 da USAF em 1º de agosto.

USAF atrasa projeto data link de F-22 para outros caças


Todas as aeronaves de combate devem receber sistema de comunicação mútua para teatros de combate:

A Força Aérea Americana anunciou um novo atraso no programa que irá possibilitar muitas mudanças em sua aeronaves de combate, incluindo o Lockheed Martin F-22 que poderá comunicar-se em data link com outros caças nos teatros de operações. 

Uma competição para esta primeira fase do programa “Objective Gateway” foi agendado para começar em meados de agosto, mas agora o primeiro passo no processo de aquisição é o anúncio do ‘request for proposals’ que está sem data definida de acordo com a USAF em seus relatórios de agosto. 

“Informações adicionais sobre o status do programa podem ficar disponíveis em 31 de agosto”, disse o Centro de Sistemas Eletrônicos. O centro está gerenciando o Objective Gateway neameado pelo secretário de defesa, que classificou o programa como de “interesse especial” em 25 de fevereiro. 

Além da conexão com a frota de F-22 stealth, o Objective gateway irá também conectar muitas aeronaves que operam e data link na banda 16 pela rede de batalha.

Competição para caça multi-função indiano quer off-set


País oriental quer 50% do dinheiro gasto com a compra dos caças retornando com investimentos locais:

Concorrentes na competição para aquisição do caça de multi-função indiano foram submetidas as propostas de offset com participação no nível de montagem e tecnologia das aeronaves a serem compradas. A Boeing F/A-18E/F, Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon, Lockheed Martin F-16, e a RSK MiG-35 e Saab Gripen fazem parte da concorrência acirrada. 

Com regras firmes de offset os contendores devem reinvestir 50% do valor do contrato na indústria do país asiático. Isso resultou em assinatura de acordos de intenções com os concorrentes e parceiros da Índia, com a intenção de ajudar e impulsionar a indústria local. A Boeing, por exemplo, alega que tem 37 parceiros locais como parte de um programa de participação industrial e acrescenta que a Índia terá um papel fundamental no crescimento mundial da empresa americana. 

A EADS reintera seu convite para que a Índia venha participar da parceria do programa Eurofighter, e insiste que em seus planos para “colaboração industrial pode ser decisivo para contribuir para mais planejamentos para o futuro com a indústria de defesa indiana.” A Lockheed quer montar quatro linhas de produção do F-16 fora dos Estados Unidos, e disse que “tem uma longa história de compromissos de entregas” e cooperações industriais e programas de offset. 

Alguns analistas dizem que o F-16 pode não ser escolhido pelo fato de seu rival o Paquistão também operar o caça americano. A Índia irá comprar 126 caças, sendo 18 unidades entregues pelo fabricante e 108 produzidos localmente pela Hindustan Aeronautics sob o programa de substituição dos MiG-21. A Índia planeja tomar sua decisão em 2010 e pretende começar a operar as primeiras unidades já em 2012. 


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fabricantes podem transferir tecnologia de caças ao Brasil










 BRASÍLIA (Reuters) - Fabricantes procuradas pela Força Aérea Brasileira no processo de compra de novos caças expressaram nesta quinta-feira que podem incluir a transferência de tecnologia em uma eventual venda ao governo brasileiro.

A FAB quer um caça multifuncional para substituir toda sua frota nos próximos 15 anos e, para isso, já lançou um processo para adquirir ao menos 36 aeronaves, segundo a assessoria de imprensa da Força Aérea.

O plano de troca de toda a frota pode elevar o número de pedidos para 100 aeronaves.

Os seis modelos escolhidos pela FAB para participarem do processo F-X2, e sobre os quais a Aeronáutica já pediu informações aos respectivos fabricantes, são o F-18 Super Hornet, da Boeing ; F-35 Lightning II, da Lockheed Martin; o Rafale, da Dassult ; o SU-35, da Sukhoi, o Gripen, da Saab ; e o Typhoon, da Eurofighter.

O governo busca, no entanto, um acordo que envolva um generoso pacote de transferência de tecnologia, que possivelmente inclua a montagem local dos caças, para ajudar o país a desenvolver sua própria indústria de aviação e a realização no Brasil da manutenção dos equipamentos.

"A transferência de tecnologia não é um problema. A Eurofighter tem um histórico de parceria com os seus clientes", disse Valério Bonelli, porta-voz da Alenia, uma das sócias do consórcio Eurofighter. A Boeing e a Lockheed também disseram que queriam apoiar o desenvolvimento da indústria local.

"O F-35 foi desenvolvido desde o início para ser um produto para exportação, e o programa tem sido muito inovador no reino da transferência de tecnologia", disse John Kent, um porta-voz da Lockheed Martin.

Entretanto, o governo norte-americano, que compraria as aeronaves da Boeing ou da Lockheed para revendê-las ao governo brasileiro, tem a última palavra na questão da transferência de tecnologia.

O Brasil vem liderando um processo para criar um Conselho de Defesa sul-americano para ajudar na coordenação das aquisições de armas. Embora muitos vizinhos tenham recentemente renovado suas frotas, alguns fabricantes ainda vêem a maior economia da América Latina como um possível centro de importância da defesa da região.

"O Brasil é um mercado emergente e uma base exportadora em potencial para nós", disse Damian Hills, porta-voz para a Boeing Integrated Defense Systems.

O Brasil atualmente já negocia uma aliança de defesa estratégica com a França, o que inclui a construção de um submarino nuclear no país. Fonte:Reuters

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Programa F-X2 Em vez de comprar, FAB vai construir caça

 Em parceria com alguma potência militar, Aeronáutica desenvolverá aparelho de quarta geração; decisão enterra projeto FX-2, herdado de FHC
Não é mais conversa de corredor de caserna. Na quinta-feira passada o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, assinou um documento simples, mas muito especial para a incipiente indústria de defesa do País. Na prática, o documento enterrou o Projeto FX-2, herdado do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e deu o pontapé inicial para que o Brasil produza, em aliança com a indústria de uma potência militar e à custa de muita transferência de tecnologia, um caça de quarta geração para a Força Aérea Brasileira (FAB). Franceses, russos e indianos negociam freneticamente no bastidor, cada um com sua idéia de parceria, para fechar um acordo com o Brasil (leia abaixo).

Até meados de 2007, com um orçamento de US$ 2,2 bilhões, a Aeronáutica estava autorizada a tirar da gaveta, a partir de janeiro passado, a compra de 36 caças para conter a precariedade a que chegou a FAB, com 37% da frota de 719 aviões sem condições de voar - esse era o projeto FX-2, que ampliava a proposta original, do governo FHC, que previa gastos de US$ 700 milhões.

De janeiro para cá, com a avaliação dos produtos disponíveis e dos preços das propostas dos fornecedores internacionais - norte-americanos, franceses, suecos, ingleses, russos, alemães e espanhóis -, além da decisão de implantar uma política industrial de defesa, o governo evoluiu para o projeto de construir um caça sob encomenda e adaptado às necessidades da FAB. Os caças mortíferos de quarta e quinta gerações disponíveis no mercado têm uma combinação indigesta: barreiras para a transferência de tecnologia, preços estratosféricos e performance marcadamente de ataque - o que passaria uma mensagem de ameaça aos vizinhos sul-americanos se o Brasil tivesse dinheiro para comprar, por exemplo, o F-22/Raptor, um caça “made in USA” com preço unitário que, dependendo da tecnologia agregada, pode variar entre US$ 130 milhões e US$ 240 milhões.

Na avaliação da Defesa e do comando da Aeronáutica, os caças à venda de múltiplas funções - interceptação, defesa e ataque - têm preço aceitável e permitem uma aliança estratégica em matéria de transferência de tecnologia. “Nesse caso,em vez de comprar lá fora, decidimos gastar os US$ 2 bilhões do projeto FX-2 para revitalizar o que já temos e investir no projeto de construção de um caça brasileiro”, disse ao Estado o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O primeiro movimento institucional, diante da nova diretriz do Ministério da Defesa, foi feito no início deste ano. A segunda decisão foi tomada na semana passada. “Em janeiro, a Aeronáutica baixou uma diretriz para o Estado-Maior pedindo uma análise dos passos a dar para conceber um caça de uma nova geração. Na quarta-feira, o Estado-Maior entregou o estudo, eu coloquei uns requisitos, e ontem (quinta-feira) assinei o documento”, relatou o brigadeiro Saito ao Estado, na sexta-feira. Segundo o comandante, “agora vai ser criada uma comissão especial para definir, ao longo de um ano de trabalho, o que seria um caça para a FAB, características, performance, armas etc”.

A meta é que por volta de 2016 o caça brasileiro comece a entrar em operação, desativando progressivamente os F-5 e os Mirage 2000 que têm vida útil até meados da próxima década.

Segundo Juniti Saito, toda a concepção da nova política vai ser amarrada no Plano Estratégico das Forças Armadas que será assinado no festivo Dia da Independência, 7 de Setembro. “Não vamos fazer nenhuma licitação, pois isso não tem sentido para quem quer ter uma política estratégica”, disse Saito.

Por enquanto, nem Jobim nem Saito falam na cifra a investir para ter o caça brasileiro. Mas, segundo especialistas, dependendo da ambição a alcançar em matéria de transferência e produção local de tecnologia, o projeto pode consumir entre US$ 20 bilhões e US$ 100 bilhões. “Seria muito prematuro dizer quanto nós vamos gastar”, disse o comandante. “Uma coisa é certa e óbvia, será um caça supersônico, mas é prematuro, também, falar em parceiro”, acrescentou.

ÁREA ESPACIAL

O projeto do caça brasileiro é uma das peças da política industrial de defesa que o ministro Nelson Jobim encampou. A área espacial deve ganhar, ainda neste semestre, um novo reforço. Sexta-feira passada, em Brasília, o diretor-geral da parte brasileira da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, anunciou que o conselho da empresa vai se reunir no dia 2 de junho, em Kiev, na Ucrânia, para avaliar o aumento de capital de US$ 105 milhões para US$ 375 milhões.

Esse reforço de capital é para acelerar o lançamento de cargas úteis (satélites) por meio do foguete Cyclone-4 a partir da base brasileira de Alcântara, no Maranhão. Mas a meta maior é construir e lançar o Cyclone-5, até meados de 2010, com a participação de técnicos brasileiros, além de transferir tecnologia ucraniana para o País.